Incerteza certeira, nos acertando como flecha em batalha perdida. O guerreiro arqueiro Arjuna, tomado pela incerteza, pediu conselho a Krishna ao ver-se incapaz de derrotar os homens ligados a ele pelos vínculos de sangue. Era doloroso decidir romper o limite da incerteza sem ajuda soberana. Qual ação é a mais correta a fazer nesse momento? Qual ação de hoje me levará a um amanhã pleno?
A incerteza corrói aos poucos. Desde as mínimas como levar ou não levar o guarda chuva até as grandiosas como a existência de deus. Como viver sem ter a certeza da própria existência no amanhã? Como dormir sem ter a certeza de acordar? O convívio com ela, ingrata companhia, é terrivelmente metafísico. E exatamente por esse nível atordoante de metafisica, que tal convívio pode vir a ser a chave para um rompimento arrasador de limites, para uma ampliação sem tamanho de possibilidades de existência. Encarar de frente, profundamente, a incerteza da existência do momento seguinte e a incerteza da razão da existência do momento atual é transgressor. Nesse estado, é impossível respirar desapercebidamente, impossível não tentar ouvir o silêncio por trás dos sons cercantes, impossível não sentir o pulso do corpo, impossível deixar a vida passar a toa.
Encarar a incerteza ao invés de cobri-la, de camufla-la, de substitui-la por ilusões em forma de promessas e esperanças. Até porque substitui-la é impossível. No fundo ela estará lá, inquieta, nua, pulsando no mais profundo vazio de cada um. E é preciso chegar até ela, assumi-la como motor de transcendência. Conviver harmoniosamente com esse conflito. Se já sabemos que a água do rio nunca passa duas vezes pelo mesmo lugar, temos então duas opções: represar o rio afim de de ter a certeza de se banhar sempre na mesma água (e, como consequência, deixa-la parada, lodosa, morta) ou banhar-se no rio fluindo, deixando que a cada momento uma nova água entre contato com a pele, trazendo a frescura da novidade, assumindo a incerteza da próxima gota que chegará. Qual opção mais refrescante?
Pegar a incerteza pelo rabo e dar-lhe um cabo é andar em círculo, ou pior, é como o cão que alcança o rabo e percebe que a brincadeira acabou. A incerteza nos move em direção ao futuro considerando o presente como única possibilidade real de existência. A única certeza é o agora. Está é a essência do zen. Viver a totalidade do presente, colocar 'quanto és no mínimo que fazes', experienciar que 'o melhor lugar do mundo é aqui e agora', aproveitar que a incerteza nos move e fazer, agora, o que estamos deixando sempre pra amanhã. E isso não tem a ver com tomar um sorvete ou dizer que ama alguém hoje, e nem com viver a vida intensamente como nas propagandas de carros adventures, mas sim com um aprofundamento drástico e inadiável em si mesmo no agora, em busca de experienciar alguma possibilidade de certeza em forma de verdade.
A incerteza corrói aos poucos. Desde as mínimas como levar ou não levar o guarda chuva até as grandiosas como a existência de deus. Como viver sem ter a certeza da própria existência no amanhã? Como dormir sem ter a certeza de acordar? O convívio com ela, ingrata companhia, é terrivelmente metafísico. E exatamente por esse nível atordoante de metafisica, que tal convívio pode vir a ser a chave para um rompimento arrasador de limites, para uma ampliação sem tamanho de possibilidades de existência. Encarar de frente, profundamente, a incerteza da existência do momento seguinte e a incerteza da razão da existência do momento atual é transgressor. Nesse estado, é impossível respirar desapercebidamente, impossível não tentar ouvir o silêncio por trás dos sons cercantes, impossível não sentir o pulso do corpo, impossível deixar a vida passar a toa.
Encarar a incerteza ao invés de cobri-la, de camufla-la, de substitui-la por ilusões em forma de promessas e esperanças. Até porque substitui-la é impossível. No fundo ela estará lá, inquieta, nua, pulsando no mais profundo vazio de cada um. E é preciso chegar até ela, assumi-la como motor de transcendência. Conviver harmoniosamente com esse conflito. Se já sabemos que a água do rio nunca passa duas vezes pelo mesmo lugar, temos então duas opções: represar o rio afim de de ter a certeza de se banhar sempre na mesma água (e, como consequência, deixa-la parada, lodosa, morta) ou banhar-se no rio fluindo, deixando que a cada momento uma nova água entre contato com a pele, trazendo a frescura da novidade, assumindo a incerteza da próxima gota que chegará. Qual opção mais refrescante?
Pegar a incerteza pelo rabo e dar-lhe um cabo é andar em círculo, ou pior, é como o cão que alcança o rabo e percebe que a brincadeira acabou. A incerteza nos move em direção ao futuro considerando o presente como única possibilidade real de existência. A única certeza é o agora. Está é a essência do zen. Viver a totalidade do presente, colocar 'quanto és no mínimo que fazes', experienciar que 'o melhor lugar do mundo é aqui e agora', aproveitar que a incerteza nos move e fazer, agora, o que estamos deixando sempre pra amanhã. E isso não tem a ver com tomar um sorvete ou dizer que ama alguém hoje, e nem com viver a vida intensamente como nas propagandas de carros adventures, mas sim com um aprofundamento drástico e inadiável em si mesmo no agora, em busca de experienciar alguma possibilidade de certeza em forma de verdade.
"Esteja alerta. Sinta cada momento como se fosse o último. E existe toda possibilidade de que esse seja o último momento! Assim aproveite-o o máximo. Esprema totalmente os sucos deste momento. Nesta totalidade você estará alerta." Osho
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