Arroz é arroz. Mas amor não é amor. Nem tudo é tão simples que se resolve num símbolo como a palavra. Nem tudo que precisa ser dito pode ser dito juntando-se letras. Aliás, pouquíssima compreensão a linguagem tem nos dado no que se refere a comunicar-se uns com os outros, vide as guerras e as discussões intermináveis sobre ideias semelhantes.
Apreender a linguagem é um processo de imitação mecânico, e saber usa-la não me aprece ir muito além disso. Como escapar da mecanização da linguagem ao tentar se expressar? Como provocar entendimento se o significado dos símbolos são diferentes em cada maquina de absorção/interpretação? (Uma opção poética é inventar palavras e promover novas significações, que alguns fizeram/fazem com maestria, mas esse é assunto para outro momento).
Já diria Ouspensky que a linguagem que usamos funciona por associação e então está aberta a todo tipo de subjetividade, como imagens, sensações e pensamentos pessoais, ideia já antes defendida por Gurdjieff, que alertava sobre a imprecisão da linguagem, da nossa quase incapacidade de transmitir ideias, de nos comunicar. Inclusive foram palavras do próprio Gurdjieff a Ouspensky: "...verá que nos servimos de uma linguagem especial e, para estar em condições de falar conosco, é necessário aprender essa linguagem. Não vale a pena falar na linguagem comum, porque nela é impossível compreender-se. Isso o espanta. Mas é a verdade. Para chegar a compreender, deve-se aprender outra linguagem. Na linguagem que falam, as pessoas não podem se compreender".
Ainda na linguagem, mas indo na direção de transcende-la, Osho nos sugere a linguagem do silêncio: "Você só conhece uma maneira de se comunicar, e essa é verbal, por intermédio da mente. Você não sabe como se comunicar por intermédio do coração, coração a coração, em silêncio". Fala ainda que "a linguagem é necessária porque não sabemos como nos comunicar. Quando sabemos como fazê-lo, pouco a pouco, a linguagem não é necessária. A linguagem é apenas um meio muito primário. O meio verdadeiro é o silêncio".
(Mas percebo que a questão do silêncio e de sua possibilidade de comunicação também é assunto para outro momento).
Precisamos de linguagens "novas", mais no sentido do frescor do que da inovação, para nos comunicar com maior qualidade, com maior profundidade, com maior verdade. Ter signos mais precisos é uma busca inadiável, uma necessidade para um mundo mais integrado e harmônico. Compreensão mútua passa por uma linguagem mais compreensível, que provoque entendimento em níveis profundos.
A intelectualidade não escapa de ser subjetiva e superficial, o acumulo de conhecimento não nos torna aptos a comunicação aos outros desse mesmo, ou seja, a utilização da linguagem conhecida para a transferência de ideias (de coisas rarefeitas, de existência trans-material). Nisso a comunicação além-intelecto abre caminhos a possibilidades de linguagens mais puras, e na arte podem se encontrar muitas dessas possibilidades. Se a linguagem poética busca a comunicação em níveis mais profundos, é algo a se pensar e pesquisar. Talvez descubramos limites além dos limites da nossa atual linguagem.
Apreender a linguagem é um processo de imitação mecânico, e saber usa-la não me aprece ir muito além disso. Como escapar da mecanização da linguagem ao tentar se expressar? Como provocar entendimento se o significado dos símbolos são diferentes em cada maquina de absorção/interpretação? (Uma opção poética é inventar palavras e promover novas significações, que alguns fizeram/fazem com maestria, mas esse é assunto para outro momento).
Já diria Ouspensky que a linguagem que usamos funciona por associação e então está aberta a todo tipo de subjetividade, como imagens, sensações e pensamentos pessoais, ideia já antes defendida por Gurdjieff, que alertava sobre a imprecisão da linguagem, da nossa quase incapacidade de transmitir ideias, de nos comunicar. Inclusive foram palavras do próprio Gurdjieff a Ouspensky: "...verá que nos servimos de uma linguagem especial e, para estar em condições de falar conosco, é necessário aprender essa linguagem. Não vale a pena falar na linguagem comum, porque nela é impossível compreender-se. Isso o espanta. Mas é a verdade. Para chegar a compreender, deve-se aprender outra linguagem. Na linguagem que falam, as pessoas não podem se compreender".
Ainda na linguagem, mas indo na direção de transcende-la, Osho nos sugere a linguagem do silêncio: "Você só conhece uma maneira de se comunicar, e essa é verbal, por intermédio da mente. Você não sabe como se comunicar por intermédio do coração, coração a coração, em silêncio". Fala ainda que "a linguagem é necessária porque não sabemos como nos comunicar. Quando sabemos como fazê-lo, pouco a pouco, a linguagem não é necessária. A linguagem é apenas um meio muito primário. O meio verdadeiro é o silêncio".
(Mas percebo que a questão do silêncio e de sua possibilidade de comunicação também é assunto para outro momento).
Precisamos de linguagens "novas", mais no sentido do frescor do que da inovação, para nos comunicar com maior qualidade, com maior profundidade, com maior verdade. Ter signos mais precisos é uma busca inadiável, uma necessidade para um mundo mais integrado e harmônico. Compreensão mútua passa por uma linguagem mais compreensível, que provoque entendimento em níveis profundos.
A intelectualidade não escapa de ser subjetiva e superficial, o acumulo de conhecimento não nos torna aptos a comunicação aos outros desse mesmo, ou seja, a utilização da linguagem conhecida para a transferência de ideias (de coisas rarefeitas, de existência trans-material). Nisso a comunicação além-intelecto abre caminhos a possibilidades de linguagens mais puras, e na arte podem se encontrar muitas dessas possibilidades. Se a linguagem poética busca a comunicação em níveis mais profundos, é algo a se pensar e pesquisar. Talvez descubramos limites além dos limites da nossa atual linguagem.
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